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Top Blog #2

Antes de expor a segunda lista tríplice do Top Blog, devo imensas desculpas a você, leitor, pela minha inassiduidade. Não diga que é descompromisso para com o PA, leitor, por favor. Antes que me impute os piores adjetivos - e não o retiro de sua razão -, explico-me: o tempo me é tomado de assalto pelas atividades acadêmicas de universitário. Acredito que esta desculpa, de tão surrada, já caiu em total descrédito. Antes isso que incorrer em falsas justificativas, não?

Bem, prometo-o que tentarei canalizar um pouco de meu tempo perdido em redes sociais para o processo laboral de escrita, publicação e manutenção dos textos do PA. E, como promessa é dívida, dou-lhe o direito de cobrá-la, a qualquer tempo, judicialmente, mediante posse de Certidão de Dívida Ativa. HAHAHA!

Desculpas e gracejos à parte, vamos ao que desinteressa.

Top Blog #1

Iniciaremos hoje no PA uma série de posts, que serão publicados mensalmente, em caráter permanente, de sugestões de sites/blogs. Cada post conterá uma lista de três sites/blogs que, após um criterioso crivo (que incluirá a análise tanto técnica e visual do site/blog quanto seu conteúdo, claro), foram considerados de boa qualidade para nossos leitores. Constará, também, uma síntese da biografia do escritor-blogueiro e sugestões de leitura, que incluirão, preferencialmente, os textos mais acessados do respectivo site/blog.

Sapo à milanesa

A INVEJA #3

Sapo no caldeirão (Poemas Avulsos)Invejo o sol que aquece tuas curvas. Invejo o vento, bailando, em teus cabelos. Invejo a água que percorre teus lábios. Invejo o espelho, e a réplica de teus olhos, oblíquos e dissimulados. Invejo as vestes que protegem tua pele. Invejo, e como invejo!, os segundos que não mais retornam; em que a felicidade palpitava em meu sorriso, e transbordava em meus olhos. Não mais sei viver sem os contornos de tua silhueta e a maciez de tua gargalhada. Não, não mais. És única, ó minha amada!

(Segundos depois)

 - Fecha essa cortina, mulher! Não vês que o sol queima meu rosto e o vento resseca minha pele?

Diga NÃO à união homoafetiva!

(Obs.: Se você não compreende o significado da figura de linguagem ironia, interrompa agora a leitura deste texto. Assim, você evita eventuais transtornos, tanto para mim quanto para você).

Homofobia (Poemas Avulsos)Lamentável. Este adjetivo bem define a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da estabilidade da união homoafetiva. Por unanimidade, no início do corrente mês, os ministros do STF reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo.

Vendem-se coelhinhos

Dinheiro Páscoa (Poemas Avulsos)Subida de Jesus ao Monte das Oliveiras, sua crucificação e ressurreição. Não fosse o querido Google, ser-me-ia alheio, até o presente momento, o significado da expressão Semana Santa. Páscoa? Google it! Uma festa cristã que celebra a ressurreição de Cristo. Hum, interessante, não?
Desde minha concepção, atribuíram-me, pelo menos em tese, o título de católico. Assim como a maioria dos brasileiros, respiro dogmas religiosos do início (batismo) ao fim de minha vida (extrema unção). Até no preâmbulo de nossa Carta Magna repousa a expressão sob a proteção de Deus! Ao menos os conceitos católicos mais básicos, deveriam me ser intrínsecos, portanto? Cof, cof.

Intolere-me

Sou homoafetivo. Descrimine-me. Afinal, Deus, como preceitua o livro Gênesis, esculpiu o homem para a mulher e vice-versa. Torture-me. Faça jus aos preceitos católicos que, no período medievo, autenticavam nossa enfermidade, ou melhor, nossa possessão demoníaca.
Sou afro-descendente. Escravize-me. A cor de minha pele advém da impureza de minha alma. Não, não, engana-se você quando afirma que fomos alforriados em 1888. A majestosa Isabel apenas corroborou uma tendência mundial, lançando-nos em um mundo de olhares tortuosos, que julga com base em invólucros.

Pega-pega

Quanto mais me esquivo do destino, mais ele se torna onipresente em minha rotina. Fugir do inevitável? Creio que não. Não me encaixo no estúpido perfil dos escritores do ultra-romantismo brasileiro. Somente me sinto impotente diante do entrelaçar do acaso. Moldam-se esculturas, tecem-se fios. Alguém me pergunta qual trançado usar? Qual agulha pegar? Não. Lógico que não. O destino simplesmente une as correias da vida com a imparcialidade e a frieza de... bem, não sei de quê.

Paranóia

Não consigo conter as lágrimas. Elas insistem em atravessar os filtros de minh'alma. Esses malditos pensamentos simplesmente não saem do meu intelecto. Tento, em vão, tirá-los. Nessa árdua tarefa, quanto mais insisto em removê-los, mais profundamente eles penetram nas entranhas do meu consciente.O motivo de tudo isso? Simplesmente não sei. A tristeza muitas vezes nos é acometida por meio de um invólucro de sentimentos racionalmente desconhecidos, caro leitor.

Simplesmente grito

Simplesmente poupe-me. Poupe-me desta farsa. Poupe-me deste fingimento. Poupe-me desta agonia. Poupe-me dessa mentira social. Poupe-me desta máscara que insistes em usar. Até quando viverei sob a sombria luz da camuflagem? Até quando serei obrigado a presenciar tua desprezível decadência? Será que não enxergas o óbvio?
Como queria me libertar. Ver-me livre de todo esse teatro. De toda essa encenação, na qual eu sou o mais fútil figurante e o mais bobo e imbecil protagonista.

Interpretação

Pergunto-me: como palavras tão sublimes e sintaxes tão complexas podem ser resultantes de sentimentos tão odiosos e enfadonhos? Digo isso porque a inspiração sempre insiste em contemplar o poeta em seus momentos de rancor, raiva, ódio, tristeza, tédio ou de incrível prazer. Por quê? Por que simplesmente não posso escrever quando bem entender? Por que muitos insistem em dizer que o dom da escrita pertence a poucos? A palavra é de todos, leitor!

O ato de escrever

Escrevo frases enfadonhas. Escrevo palavras irritantes. Escrevo sentimentos alheios. Escrevo sentimentos esquecidos, próprios e inacabados. Escrevo porque sinto. Escrevo simplesmente porque quero. Simplesmente arroto as palavras no papel, de forma aleatória, confusa. Escrevo coisas que não possuem nexo para o meu consciente e para a consciência dos demais que crêem em sua sanidade.
Essas coisas, porém, para o meu louco e insano inconsciente, para o meu id, para qualquer outra coisa que designe algo bizarramente incompreensível, fazem um sentido tão claro quanto a pureza lógica dos números.

Sentimentos controversos

Como posso gostar de alguém assim de maneira tão inesperada e sutil?! Será que meus miolos escaparam de meu crânio? Será que minha tão querida razão implorou um divórcio? Não! Simplesmente não quero sentir, não quero expelir esses sentimentos.
Por que insistes em se castigar? Em privar cada ser de sua essencial libertação? A liberdade só é benéfica quando bem utilizada. Um organismo dominado por endorfina mal é capaz de controlar suas funções.

Tola ilusão

Por mais que tudo, tenho que escrever. Não aguento mais fugir de meu destino de escritor. As palavras me seguem, me contornam, me envolvem, me sublimam. Exigem que eu as exponha, bonitas e suntuosas, em um papel. Que eu as externe. Que eu deposite nelas toda minha angústia e rancor. Elas me amedrontam, me escravizam, me transformam em um simples veículo de sua expressão. Somente elas me usam? Não, claro que não. Antes de irem, deposito nelas toda minha solidão, toda minha angústia, todas minhas dúvidas, todas minhas incertezas, todas minhas indagações. Descarrego nelas toda a tensão de meus pensamentos, na vã tentativa de me sentir mais leve. Como pensamentos ruins pesam!

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