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A família perfeita

Uma (falsa) família perfeita


Éramos uma família perfeita, no sentido bíblico da expressão. Marido, mulher e dois roliços e rosados filhos. Como bons católicos, íamos à igreja semanalmente, sempre aos domingos. Jantávamos em requintados restaurantes, preferencialmente aos sábados. Convidavam-nos para todos os eventos festivos, desde aniversários até réveillons. Sempre queriam nos manter por perto, como que à espera que, por um deslize, mostrássemos personalidades grosseiras e selvagens. Éramos impecáveis, no entanto. A vizinhança nos inveja e questionavam-se como uma família poderia ser tão unida e feliz. Devo dizer que éramos excelentes atores.

Crescei e multiplicai-vos

 A pedofilia na Igreja Católica


SOB O PÁLIO da cruz, sentia o suor respingar em meu rosto. Cada relâmpago que atravessa as vidraças daquela noite chuvosa e sombria revelava uma mistura de feições de fé, prazer e medo. O segundo adjetivo despiu-se diante de meus olhos aos poucos, veste após veste, com mãos de malícia, o que me pôs no atual estado de estupefação. Os trovões pareciam acompanhar, em sincrônica melodia, as orações em latim, que se espremiam tímidas por entre gemidos fervorosos. As dores e o eventual sangramento já não mais me incomodavam. Só não compreendia ao certo o sentido daquilo tudo.

Moulin Rouge

A LUXÚRIA #2

Obs.: Texto não recomendado para menores de 18 anos. O autor não se responsabiliza pela visualização indevida por menores de idade.

Manuela não conseguia extrair aqueles pensamentos de sua psique. A tão repulsiva vozinha ecoava insistentemente em sua cabeça: piranha, vagabunda, prostituta... Como pode uma mulher de 45 anos, respeitada professora, dois filhos, em seu segundo casamento, deleitar-se em tamanha promiscuidade? Apesar da conduta reiterada, ainda não se acostumara com a ideia da tal bissexualidade O tesão que sentia por moçoilas, quase sempre suas alunas, era arrebatador, instintivo, quase viciante. Agia como uma dependente química. Não podia se privar por muito tempo daquele alucinante odor vaginal. Caçava suas presas de forma quase primitiva, quase animal.

Diga NÃO à união homoafetiva!

(Obs.: Se você não compreende o significado da figura de linguagem ironia, interrompa agora a leitura deste texto. Assim, você evita eventuais transtornos, tanto para mim quanto para você).

Homofobia (Poemas Avulsos)Lamentável. Este adjetivo bem define a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da estabilidade da união homoafetiva. Por unanimidade, no início do corrente mês, os ministros do STF reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo.

Arco íris preto e branco

Túlio tinha lá seus vinte e tantos anos. Digamos que sua beleza não atendia aos padrões universais. Seus intensos olhos cinzentos davam-lhe um ar, hã, digamos, enigmático.
No alvorecer de sua adolescência – após alguns longos anos de intensas batalhas internas -, Túlio assumiu sua homossexualidade. Sua mãe, como se já soubesse desse fato (e, no fundo, realmente sabia), aceitou a notícia com um simples franzir de testa.

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