Os bastidores de um Führer

Os bastidores da Segunda Guerra Mundial


“ELE FAZIA esboços, pintava, projetava museus, uma ponte sobre o rio Danúbio, teatros e até mesmo a completa reconstrução de Linz. Fez também, por um tempo, algumas aulas de piano. Além disso, frequentava concertos, teatros, um clube de música, outro de livro e um museu de cera.”

Acredito que essa descrição é exígua e por demais vaga para ser imputada a alguém. Porei aqui, então, mais alguns trechos de alusão ao nosso protagonista de hoje, leitor. Dou-lhe apenas mais duas chances para atingir a resposta correta.

O Oitavo Pecado Capital

Moralismo (Poemas Avulsos)

 Os oito pecados capitais


E, FINALMENTE, leitor, após um árduo e quase trabalho de parto de nove meses, revelarei o Oitavo Pecado Capital. Antes de mais nada, devo agradecer aos meus familiares e amigos pelas criativas e eficientes opiniões, que perpassaram desde o conservadorismo (homoafetividade, como oitavo pecado) até o liberalismo exacerbado (o não pecar, como o oitavo elemento). Agradeço, também, ao Santo Google, claro. Nele você encontra respostas até para os mistérios da humanidade. Sem mais delongas, digo que o oitavo pecado é o MORALISMO!

O mestre Aurélio define, com usual clareza, o conceito deste verbete: tendência a priorizar de modo exagerado a consideração dos aspectos morais na apreciação dos atos humanos. E o que seria a moral? Do mesmo autor, infere-se que moral é o conjunto de regras de conduta consideradas como válidas por um grupo social em um determinado espaço-tempo. Introduzido e explicado o assunto, vamos ao que desinteressa.

Hipertrofie-se!

Cérebro malhando (Poemas Avulsos) A soberba intelectual


POR POUCO mais de um mês, mantive-me afastado do PA. Fisicamente, somente, vale ressaltar. Nenhum dia se passou sem ter vindo ao meu encontro um sentimento de culpa por ter abandonado meus leitores. Digo, de antemão, que foi por motivo de força maior: a um, os assuntos acadêmicos, em especial, consomem com voracidade meu tempo; a dois, está a ausência da tão necessária inspiração. Nem a busca de experiências novas a tem despertado, tamanha sua fraqueza. A três, está a Preguiça em si: inutilizo incontáveis horas no vício universal do mundo virtual – o Facebook. Postos os argumentos. Se o convenci ou não, o problema não é meu (nem seu).

Vamos agora ao que desinteressa e continuemos (e, por favor, acabemos!) a série do Oitavo Pecado, com a Soberba.

A mulher dos meus sonhos

A SOBERBA #2


O sol não estava mais iluminado nem os passarinhos cantarolavam nos arvoredos. Era uma dia como outro qualquer. Daqueles que, no início, você deseja que termine logo e que, no final, prolongue-se por mais três ou quatro horas. Acredito, leitor, que as melhores (e piores) pessoas sempre surgem (e desaparecem) no inesperado.

12h30. Intervalo para o almoço. Aproveito e dou uma escapadela do escritório para a livraria da esquina. Há dias aquele Vade Mecum atualizado estava em meus planos. Quase correndo, atravesso o mar de pernas, entre puxões e xingamentos. Um “não vê por onde anda, seu apedeuta?” acertou minha nuca. Suspirei, balancei negativamente a cabeça e, com um franzir de testa, prossegui. Apenas me despertou a curiosidade aquele verbete esquisito.

Pobre e soberba

A SOBERBA #1


Rochelle, pobre e soberba (Poemas Avulsos)NASCEU no interior do estado, em uma choupana de teto de palha e paredes de barro. Se o ditado popular fosse verídico, diria que nasceu com as nádegas viradas para o Sol. Teve de viver aquela vidinha interiorana de muito trabalho e pouco estudo.
A falta de sorte financeira e intelectual, no entanto, fora compensada com uma astúcia inigualável. Como se tal virtude não bastasse, era harmônica de curvas e traços de rosto. Isso mesmo que você está pensando, leitor: não demorou muito e ela logo se engraçou com o coronel da cidadela. Era a amante e, como boa profissional do ramo, sugava do adúltero bons quinhões. Nada que uma boa lábia (lê-se ameaças) não resolva, não?

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