Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens

Somos todos macacos?


É lançada um campanha publicitária, difundida pelo jogador de futebol Neymar Jr., com o fito de combater as práticas racistas no meio futebolístico. Sim, campanha publicitária. Como é cediço, tudo não passou de um golpe de marketing milimetricamente planejado pela equipe de imagem do jogador (o que não tira nobreza da manifestação).

O problema é, devo dizer, que não basta que famosos postem #selfies em redes sociais comendo bananas. Também não são suficientes postagens de trinta linhas comentando o absurdo do episódio com o jogador Daniel Alves (até porque todos nós já sabemos os mais profundos detalhes da história).

A família perfeita

Uma (falsa) família perfeita


Éramos uma família perfeita, no sentido bíblico da expressão. Marido, mulher e dois roliços e rosados filhos. Como bons católicos, íamos à igreja semanalmente, sempre aos domingos. Jantávamos em requintados restaurantes, preferencialmente aos sábados. Convidavam-nos para todos os eventos festivos, desde aniversários até réveillons. Sempre queriam nos manter por perto, como que à espera que, por um deslize, mostrássemos personalidades grosseiras e selvagens. Éramos impecáveis, no entanto. A vizinhança nos inveja e questionavam-se como uma família poderia ser tão unida e feliz. Devo dizer que éramos excelentes atores.

Histórias Cruzadas

 A discriminação racial no Brasil


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...). (CF/88)

A PAR da garantia insculpida na Carta Magna, será se a igualdade lato sensu, princípio basilar da República Federativa do Brasil, ultrapassa os limiares estabelecidos pela letra da lei? Ou será se essa norma restringe-se ao campo meramente material, posicionando-se mais como uma norma programática que cogente?

Tais questionamentos foram despertados em meu intelecto pelo filme Histórias Cruzadas, que retrata, sob o viés das empregadas domésticas, a discriminação racial predominante nos Estados Unidos, da década de 40. As pobres negras, em apertada sinopse, sofriam as mais cruentas formas de exclusão social, que perpassavam a proibição de frequentar certos ambientes ao absurdo de serem tolhidas, por força de lei, a utilizar o mesmo banheiro de seus patrões.

O Oitavo Pecado Capital

Moralismo (Poemas Avulsos)

 Os oito pecados capitais


E, FINALMENTE, leitor, após um árduo e quase trabalho de parto de nove meses, revelarei o Oitavo Pecado Capital. Antes de mais nada, devo agradecer aos meus familiares e amigos pelas criativas e eficientes opiniões, que perpassaram desde o conservadorismo (homoafetividade, como oitavo pecado) até o liberalismo exacerbado (o não pecar, como o oitavo elemento). Agradeço, também, ao Santo Google, claro. Nele você encontra respostas até para os mistérios da humanidade. Sem mais delongas, digo que o oitavo pecado é o MORALISMO!

O mestre Aurélio define, com usual clareza, o conceito deste verbete: tendência a priorizar de modo exagerado a consideração dos aspectos morais na apreciação dos atos humanos. E o que seria a moral? Do mesmo autor, infere-se que moral é o conjunto de regras de conduta consideradas como válidas por um grupo social em um determinado espaço-tempo. Introduzido e explicado o assunto, vamos ao que desinteressa.

Você não passa de um negrinho inútil, meu caro!

A PREGUIÇA #2
Caricatura de Machado de Assis (Poemas Avulsos)- QUERIDO, olhe para mim - disse D. Leopoldina, pondo as palmas das mãos sobre o rosto do pequenino Assis. – Nunca, nunca acredite naqueles que zombam de sua capacidade, certo? Fez-se uma longa pausa. A genitora sufocou-o com um imenso abraço, como que querendo protegê-lo da caixa de Pandora, alcunhada de mundo. Uma lágrima escorreu-lhe. Sabia que a vida ser-lhe-ia implacável; que não perdoaria sua origem humilde e sua descendência étnica. Inocente, esbugalhou os olhos, tentando compreender o motivo da emoção repentina. Mal sabia que este seria seu derradeiro afago.
Ressalto, leitor, para fins de coerência textual, que a estória, aqui exposta, passa-se no Rio de Janeiro, em 1845, época em que nascer negro era mais que um castigo do destino: era um castigo divino.

Gostou? Então, assine nosso Feed RSS!

Poemas Avulsos


Todos os direitos reservados © Poemas Avulsos | Política de Privacidade