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conto
,
homossexualismo
,
oitavo pecado
,
sexo
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Moulin Rouge
Obs.: Texto não recomendado para menores de 18 anos. O autor não se responsabiliza pela visualização indevida por menores de idade.
Manuela não
conseguia extrair aqueles pensamentos de sua psique. A tão repulsiva vozinha
ecoava insistentemente em sua cabeça: piranha, vagabunda, prostituta... Como
pode uma mulher de 45 anos, respeitada professora, dois filhos, em seu segundo
casamento, deleitar-se em tamanha promiscuidade? Apesar da conduta reiterada,
ainda não se acostumara com a ideia da tal bissexualidade O tesão que sentia
por moçoilas, quase sempre suas alunas, era arrebatador, instintivo, quase
viciante. Agia como uma dependente química. Não podia se privar por muito
tempo daquele alucinante odor vaginal. Caçava suas presas de forma quase
primitiva, quase animal.
(QUARTO de hotel. Roupas espalhadas por todo o cômodo. Dois amantes, desnudos, abraçam-se em cama de casal. Lençóis brancos com leve odor de lavanda. Abajur como única fonte de luz.)