Moulin Rouge

A LUXÚRIA #2

Obs.: Texto não recomendado para menores de 18 anos. O autor não se responsabiliza pela visualização indevida por menores de idade.

Manuela não conseguia extrair aqueles pensamentos de sua psique. A tão repulsiva vozinha ecoava insistentemente em sua cabeça: piranha, vagabunda, prostituta... Como pode uma mulher de 45 anos, respeitada professora, dois filhos, em seu segundo casamento, deleitar-se em tamanha promiscuidade? Apesar da conduta reiterada, ainda não se acostumara com a ideia da tal bissexualidade O tesão que sentia por moçoilas, quase sempre suas alunas, era arrebatador, instintivo, quase viciante. Agia como uma dependente química. Não podia se privar por muito tempo daquele alucinante odor vaginal. Caçava suas presas de forma quase primitiva, quase animal.

Quinque Luxuria (Introito)

A LUXÚRIA #1

 INTROITO

Caros leitores,

Inicia-se hoje, no blog Poemas Avulsos, a série “O Oitavo Pecado Capital”. A série abordará, sob um invés não-convencional, os sete pecados capitais clássicos (a Luxúria, a Ira, a Inveja, a Avareza, a Gula, a Preguiça e a Soberba). Para isso, serão publicados três textos, um em cada semana, para cada pecado, em um período aproximado de cinco meses. Ao final, será abordado o oitavo pecado capital, o pequeno elemento surpresa que intitula a série.
Sem mais delongas, iniciemos com a instigante Luxúria.

Erga omnes

ATO ÚNICO
Pintura de sexo (Poemas Avulsos)(QUARTO de hotel. Roupas espalhadas por todo o cômodo. Dois amantes, desnudos, abraçam-se em cama de casal. Lençóis brancos com leve odor de lavanda. Abajur como única fonte de luz.)
Amante 1:
(De olhos fechados, contemplava, minuciosamente, cada segundo daquele momento de prazer) O mundo poderia acabar neste exato momento que eu não me importaria. (A suavidade e sinceridade maleavam a tenacidade de sua voz)
Amante 2:
(Sorriso desenha-se em seu rosto. Sentia a endorfina invadindo cada milímetro de seu corpo) Eu também. (Suspiro) Por mim, passava o resto do dia assim, agarradinho com você.

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