Como ser um bom escritor



Certa vez, em um passado nem tão longínquo, um amigo me abordou e questionou: como está o Blog, Elvis? Esbocei a mesma reação, que esboço a todos, um franzir de cenho, acompanhado de um enruguecer de lábios: rapaz, está parado. Logo acompanhado da desculpa de compreensão universal: não tenho tido tempo. Ok.
Em passado mais recente, outro amigo dispersou a seguinte informação: o Elvis escrevia um Blog (isso mesmo, no pretérito, indicando uma ação perfeitamente acabada e concluída). Estranhei porque, até então, jamais ouvira tamanha audácia: nunca parei de escrever. Logo, ele disparou uma resposta muito perspicaz – a mesma que me levou a escrever o presente texto: é, mas você sequer atualiza mais. Mantive-me inerte diante daquela afirmação, refletindo, cabisbaixo, a respeito de sua veracidade. Hoje, neste domingo de ócio produtivo, venho, por meio deste instrumento, oferecer minha réplica, que outrora se mantivera calada:

Meu porto seguro



Meu barquinho andava
A esmo.
Dizia -se independente, que navegaria
Por ele mesmo.
Casco, já consumado pela ferrugem,
Por inteiro, salinizado.
Mastro, meio quebrado, pendia ao
Vento, com ares de cansado.

Um dia, tempestade furiosa e
Ondas colossais
Atormentaram minha solidez.
Ou seria morte, ou seria cais.

Gladiadores

LEITURA NÃO ACONSELHÁVEL PARA MENORES DE 18 ANOS E PARA PORTADORES DE MENTES DIMINUTAS. 
 
Os raios de sol atravessavam facilmente as escassas nuvens, em ângulo de 45º, no sentido oeste, naquele fim de tarde de verão. O suor escorria, ondulando em salientes curvas, um caminho árido e tortuoso, esculpido por sulcos de cicatrizes e peitorais milimetricamente desenhados. Seus rostos refletiam uma angústia, que almejava ser fúria, naquele frenesi de emoções e de gritos desesperados da plateia animalesca. Seguravam na mão direita, ou esquerda, a depender de variantes canhotas ou destras, uma longa espada, que reluzia um aço imperioso de 50 centímetros e que sussurrava clamores de milhares de almas por ela libertadas. Na mão esquerda, fincava um escudo, de 100 centímetros de diâmetro, decorados minuciosamente por pedras toscas, que, criteriosamente, amplificavam os gritos das mais horrendas figuras, desde mitológicas a impressionistas. Aguardavam aqueles que poderiam ser os últimos minutos de suas vidas, na esperança, quase insensata, de se verem libertos daquela gigantesca prisão côncava.

Top Blog #4

1) Nome: Quem não é prosa pode dizer poesia.
Autor: Danilo. Bio: não disponível.
Mais recentes: (O sonho da) Realidade e Duas vezes a metade.

2) Nome: Poesia, Alegria e Mania de Orgia.
Autores: Rony Reis, Maykol e Ana Nitz.
Bio: Poesia deixa nossos dias mais vivos, ao viver sem Alegria irá morrer sentindo que não viveu e Orgia, vai da imaginação de cada um...
Mais acessados: Mundo Astral e A Canção da Minha Vida.

3) Nome: Amores Crônicos.
Autor: Maitan.
Bio: não disponível.
Mais acessados: Encontro e Tornar-nos

Os sete erros gramaticais mais comuns nas redes sociais

É triste, odioso e, ao mesmo tempo, deprimente a quantidade e a qualidade de erros gramaticais com os quais somos compelidos a nos deparar diariamente, no âmbito das redes sociais. É cediço que adoram imputar adjetivos degradantes ao Orkut, qualificando-o de rede social dos excluídos. Acredito, caro leitor, que, se um usuário assíduo do Orkut passar os olhos por sobre algumas publicações em redes sociais como Twitter e Facebook (e até algumas postagens de blogueiros!), terá muito mais opções de chacotas e motivos para dar boas e gordas gargalhadas.

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